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Revista v. 07, n. 01

Num processo de franca expansão chegamos ao primeiro número do sétimo volume de Psicanálise&Barroco em Revista.  Em razão da melhoria de nossa qualificação e do aumento da quantidade de artigos encaminhados para submetimento, ampliamos nosso corpo de pareceristas e fizemos algumas modificações na equipe editorial. 

No presente lançamento selecionamos nove artigos, provenientes na sua maioria de psicanalistas; mas não apenas, já que acolhemos também trabalhos que nos foram encaminhados do campo da literatura que trazem luzes importantes para a interlocução com a psicanálise, a arte e a cultura, enriquecendo nossa revista. Dentre os artigos, um deles foi traduzido do francês, já que se refere ao texto do brilhante psicanalista Jean-Michel Vives, “A pulsão invocante e os destinos da voz”.   

Contamos ainda com três ensaios. Um dos quais, “Psicologia das Massas em Freud”de Georg Lukács que diz respeito a um trabalho inédito no Brasil, embora tenha sido escrito em 1922 sobre a teoria das massas elaborada por Freud. Ele apareceu na revista Die rote Fahne, editada em Berlim, e como nos alerta o tradutor Ranieri Carli, embora se trate de um artigo de ocasião, no qual Lukács faz uma severa crítica a esse aspecto da teoria freudiana, demonstra o primeiro e único diálogo entre estes dois gigantes do pensamento do séc. XX.

Fechamos esse número com uma resenha do livro De l´art charnel au baiser de l´artiste, lançado em 2007 na França, mas infelizmente ainda não traduzido em nosso país, esperando, quem sabe,  colaborarmos para que isso aconteça.

Assim, convidamos o leitor a começar pelo excelente trabalho de Rita de Cássia de Araújo Almeida, “Psicanalista: profissão impossível”. Nele, a psicanalista lembrando a observação de Freud acerca das três profissões impossíveis: governar, educar e analisar, aliás, impossíveis por lidarem com aquilo que há de mais sofrível para nós humanos, que é a relação com os outros, faz uma bela incursão pela teoria lacaniana dos discursos. Tal teoria formula diferentes maneiras de fazer laço, ou seja, de tentar contornar o impossível. É claro que não se trata de desistirmos de tais profissões, mas de tomarmos em conta a dimensão de fracasso e os modos pelos quais lidamos com tal fracasso que adquire “uma posição especial na forma de laço inaugurada pela psicanálise”.  Tal posição especial se deve justamente ao fato do mal-entendido ser seu ponto de partida, ou seja, campo no qual o impossível longe de ser negado ou recusado, apresenta-se para ser sustentado. Eis aí o desafio dos analistas.

Já que estamos no desafio, o passo seguinte é o criterioso trabalho de Betty Fuks e de Ana Augusta Brito Jaques sobre, nada mais, nada menos, do que crueldade. As autoras fazendo um “Rastreamento da formulação freudiana da crueldade”, categoria que aparece já na Interpretação dos Sonhos de Freud, alertam acerca dos riscos de uma leitura simplificada e moralista da mesma, implicando sérios danos para a importância que tem na clínica e na crítica psicanalítica à cultura. Começam por lembrar que em Reflexões para os tempos de guerra e morte (1915), Freud, pensando a violência e a categoria do mal na ordem dos fenômenos coletivos, já começa por tomá-las como realidades do psiquismo, e por depreender as conseqüências teóricas disso. Com o rastreamento as autoras confrontam-nos com a visão freudiana acerca da impossibilidade de se erradicar o mal, já que as diversas expressões da crueldade desde sempre presentes tanto em nossa infância pessoal, quanto na infância da humanidade são efeitos dos intercâmbios e amalgamentos entre Eros e Thanatos e revelam o quanto “o direito e a lei foram originários de transformações da crueldade e da violência”, o que evidencia o sentido duplo dessa categoria na obra freudiana. Assim, se enquanto analistas não podemos desmerecer a relevância da crueldade em nenhuma das dimensões do nosso ofício, cabe que estejamos comprometidos com a minoração dos danos de seus efeitos nefastos, o que faz com que as autoras concluam com uma preciosa citação de Freud que merece ser aqui transcrita, quando ele nos pergunta sobre que futuro poderemos esperar “se não aprendermos a distrair as nossas pulsões do ato de destruir a nossa própria espécie, se continuarmos a odiar um ao outro por pequenas disputas e matar um ao outro por um ganho mesquinho?" (FREUD, 1982, p. 398).

Já que nos encontramos portanto em um campo complexo, alheio à simplificações, que tal passarmos à tematização do labirinto no trabalho de Claudio Alexandre de Barros Teixeira, mais conhecido no meio da literatura neobarroca, no qual ele tem uma expressiva contribuição, sob o pseudônimo de Claudio Daniel. Nos presenteando com o artigo “O labirinto contraria o linear”, o autor estuda o tema em suas conotações simbólicas, estéticas e culturais, tomando-o como uma estrutura que propicia diferentes vias de significação, aludindo à teoria da obra aberta, tal como formulada por Umberto Eco e Haroldo de Campos. Teoria essa, que nós poderíamos dizer que interessa à psicanálise bem mais do que a grande maioria dos psicanalistas podem imaginar. Remontando às origens do labirinto nas descobertas arqueológicas da pré-história, o autor busca apreender o sentido metafórico de labirinto como um percurso intrincado, que de certa forma é o confronto consigo próprio, onde se conjugam, seja o encontro do mal ou da salvação, indicando de todo modo, a subversão da ordem esperada. Além disso seu caráter lúdico será destacado em sua dimensão literária nos textos visuais do barroco português, num tipo de “escrita diabólica” que se vale de acrósticos, anagramas, conjugando texto e imagem. Claudio destaca que o poema labiríntico alcançará no barroco seu mais pleno fulgor num processo lúdico de encadeamento de palavras ou de imagens que primam pelo acento no caráter sensorial da literatura, produzindo um tipo de oração encantatória que convoca a participação do leitor que deixa de ter uma posição passiva na recepção do texto. Tal perspectiva é colocada em paralelo aos trabalhos de Mallarmé em sua estética do inacabado, bem como à obras de vanguarda como o Finnegans Wake  de James Joyce e encontra como correspondentes no campo da criação musical, o exemplo dos trabalhos do compositor americano John Cage. O autor consegue produzir com seu artigo, não apenas um trabalho encantador, no sentido de apreciável, mas sobretudo um  trabalho encantatório, na medida em que somos convocados a interagir com ele.

No veio dessa menção à música passamos ao artigo do jovem Bruno Portes de Castro, intitulado “Entre a música e o mito: a voz trágica de Dioniso: um percurso pelas invocações de Alain Didier-Weill”, no qual encontraremos uma sensível abordagem do trabalho desse psicanalista com o desenvolvimento do conceito lacaniano de pulsão invocante, pulsão esta, referida como a experiência mais próxima do inconsciente. Tomando a música presente na voz materna como invocação à humanização do infans, é a dimensão da continuidade do som que se anuncia como marco inaugural da entrada na linguagem e que abre a possibilidade da escuta das palavras escandidas. O autor do artigo vai sublinhar essa contradição continuidade-descontinuidade apontada por Didier-Weill como a via pela qual a transmissão de uma lei simbólica e a consequente entrada no mundo do sentido, não se dá sem o acolhimento de um sem sentido do puro som. Esse jogo de contradição pode ser lido na oposição entre a escansão presente na harmonia de Apolo e a continuidade proveniente da melodia de Dionísio, conjugada belamente na tragédia, onde tal como na psicanálise, acolhe tudo que há, mesmo as dissonâncias. 

Nessa mesma linha temática temos o brilhante artigo de Jean-Michel Vives intitulado: “A pulsão invocante e os destinos da voz”, que traz considerações valiosas para a clínica psicanalítica e para a metapsicologia. O ponto de partida é uma vinheta clínica referida a um chamado à voz materna e suas conseqüências. Aliás não poderia ser de outra maneira a formulação da instância superegoica em cena. Além disso, remete o leitor à passagem mítica, situando o canto das sereias, como uma espécie de voz, sem mediação simbólica, que pode produzir o aniquilamento do sujeito. Tal recurso é fecundamente trabalhado ao longo do artigo no destacamento das características da pulsão invocante. O texto inicia-se com a advertência de que a pulsão invocante, fundamental na constituição do supereu e para a condução de uma análise, é um assunto pouco abordado pelos psicanalistas. A novidade introduzida, pelo autor, consiste na apresentação dos quatro tempos constitutivos da pulsão invocante, a saber: a) a invocação consiste no chamado que produziu significação para o grito, fazendo-o ser atravessado pela voz do Outro; no caso, o Outro materno. Assim, a invocação é “o reconhecimento do Outro e sua falta”. O autor, a esta altura, tem o cuidado de distinguir a demanda, na qual o sujeito encontra-se numa posição de dependência absoluta do Outro e a invocação que retira o sujeito dessa dependência. b) a reevocação consiste em o sujeito sobrepor sua própria voz à voz materna. Nesse contexto, há uma comparação entre o canto da sereia e a voz materna, fora das amarrações simbólicas, que deve ser sobreposta. Essa voz materna que convoca o sujeito a gozar de forma indeterminada corresponde a característica “feroz e obsceno” do supereu. c) a convocação articula-se ao desejo mediante o olhar associado ao desejo ao Outro e à voz associada ao desejo do Outro. A partir daí define a voz como o real do corpo que o sujeito perde para falar. Essa perda é o ponto de surdez que protege o sujeito da alucinação auditiva, sendo comparável ao ponto cego elaborado por Lacan que estrutura a visão. Desse modo, propõe que o recalque originário produz uma surdez à voz primordial para que então o sujeito tenha condições de advir. d) a evocação consiste na invasão desse ponto surdo pela voz do Outro quando a voz arcaica não sofreu ainda o duplo destino, pela introjeção-rejeição e pela afirmação-expulsão, mecanismos de clivagem que se encontram na origem do supereu. O autor constrói assim os fundamentos da pulsão invocante de forma original e criativa, numa escrita prazerosa e estimulante que nos convida à leitura. 

Ainda guiados pela clínica chegamos ao belo texto “Corpo e anorexia: contribuições da psicanálise e da cultura” de Luis Vinicius do Nascimento e Bianca Maria Sanches Faveret que articula a anorexia com questões relacionadas ao corpo e à cultura. O artigo começa com uma sistematização acerca do corpo, situando a histeria para, em seguida, reportar-se ao tema da anorexia. Em relação a abordagem dessas duas modalidades de sofrimento psíquico, uma alusão é feita à inovação freudiana que subverteu a linha de raciocínio cartesiano que identifica o corpo a res extensa, postulando os limites que essa identificação trouxe ao campo de saber, especialmente, ante a possibilidade de uma leitura da instância corpórea como algo que traz no sintoma um enigma a ser decifrado. A argumentação apresentada que enriquece o texto é a de que o sintoma é uma escritura que deve ser lido nas linhas que, ao mesmo tempo, concernem às expressões do corpo bem como às dores da alma. Assim, o sintoma vale-se da palavra do sujeito na posição de que fala em primeira pessoa, ou seja, daquele que ao falar em seu próprio nome participa, de forma ativa, da montagem de sua história. Na esteira da clínica freudiana, considerando os vetores da modernidade, os autores levantam interessantes indagações sobre o corpo na anorexia; articulando os conceitos de pulsão e gozo. Vale, a esse respeito, destacar uma belíssima passagem, na qual os autores argumentam que o corpo biológico difere radicalmente do “corpo do ser falante por ser também uma unidade imaginária”. Quando o artigo aborda os novos sintomas, há uma advertência: a economia psíquica que era exercida pelo recalque ao alvorecer do século XX, na contemporaneidade, fica a cargo do gozo. Isso quer dizer que o gozo é a palavra de ordem.

Um destacamento importante é feito ao situar a anorexia, como uma ocorrência que atravessou séculos e que existem rastros no pensamento freudiano. Não obstante, adverte para a análise que deve ser feita em relação a grande incidência de anoréxicos nos tempos atuais. Os autores valem-se de argumentos da literatura e do campo das artes que muito enriquecem a escrita cuidadosa, tornando o texto convidativo para ser varrido por olhares inquietos e desejosos de saber. 

Em seguida o artigo de Rogério Paes Henriques “Dos textos de Freud ou da psicanálise como potência criativa” faz uma aproximação entre a Psicanálise e a Literatura, destacando Freud com escritor-cientista. Enfatiza, nos relatos clínicos da casuística freudiana, algo que concerne a um estilo literário. O autor apropria-se de ricas exortações que muito denotam tal assertiva, bem como as incursões de Freud pelos textos literários. Mas, assinala que tais incursões são permeadas de conflitos e ainda faz menção à singularidade da escrita freudiana, denominada pelo autor de escrita mimética, ou seja, a relação entre o plano da escrita e as explorações no campo da teoria. Enfim, sublinha que o caráter atual da Psicanálise deve-se, sobretudo à originalidade da escrita freudiana, na medida em que houve a fundação de uma clínica que tem a palavra como suporte, num novo registro discursivo. Assim, nasce uma nova episteme; de resto é feita menção a Lacan, também, no que concerne à sua escrita, especialmente, numa espécie de retorno ao texto original, visando desconstruir os dogmatismos divulgados como regras da prática analítica. Para tanto, Lacan é taxativo em rever as condições de transmissão do saber psicanalítico, do que pode ser concluído que, assim, Lacan devolveu à Psicanálise o estatuto de potência criativa e subversiva. Com isso, esse saber aproxima-se muito mais do real artístico do que do imaginário científico. Eis um bom motivo para conferir o conteúdo do artigo. 

Enveredando ainda pelas trilhas da Literatura encontramos o artigo “Psicanálise e Literatura: o corpo e o feminino na obra Lucíola de José de Alencar” de Yvisson Gomes, no qual são tratados, do ponto de vista ficcional, a teia de relações da personagem Lucíola do romance de José de Alencar, realizada numa análise que bem situa o entrecruzamento entre dois campos de saber : a Psicanálise e a Literatura, com ênfase na dimensão do feminino e focalizando a questão do desejo. O texto transcorre um percurso numa das obras de José de Alencar, destacando a trama de relações da personagem principal, para em seguida, dar sequência a esse tipo de análise, tomando como objeto de discussão o corpo feminino, a partir de uma argumentação que utiliza a máscara como matriz axial para refletir sobre as sutilezas obscuras que concernem à questão do feminino. O autor recorre também a outros campos do saber para rastrear elementos que se convertam em vetores para a análise que pretende no tratamento das questões formuladas. Enfim, são tecidas considerações que valorizam o artigo, demonstradas na leveza da escrita na abordagem de uma questão tão complexa. Vale ressaltar a beleza com que são feitas as articulações entre o referido texto e o conjunto de autores que fundamenta seu esquema de apóio teórico. Trata-se de uma escrita convidativa à leitura num texto agradável, comparado a uma malha tecida com fios muitos bem ajustados. 

Da Literatura fazemos um salto para uma incursão no campo da Linguistica no artigo: “A=D : O significante” de  Samuel Lincoln Bezerra Lins e Flaviana Estrela Maroja, mas no seu devido transporte para o âmbito do saber psicanalítico. A referência utilizada pelos autores é a releitura de Lacan da obra de Freud, a partir dos recursos à Linguistica de F. Saussure. A ideia de fazer essa aproximação aparece no esforço dos autores em pinçar o argumento lacaniano de que o significante pré-existe ao sujeito, sendo essa a grande reviravolta para a clínica fundada por Freud, no sentido de que o sujeito ao falar, o faz por intermédio do significante, vindo a ser, pelo mesmo, afetado. Afora a experiência com o inconsciente, no âmbito da clínica, os autores lançam mão de filmes, textos literários e fundamentos linguisticos para traçar as interações entre a Psicanálise e outros campos do saber. O sabor da leitura do artigo está relacionado ao emprego de recursos aparentemente banais, mas que são contundentemente explicados e trabalhados. Essas são as premissas do método de construção da escrita que situa o signo como o ponto de partida para abordar questões que foram objeto de elaboração por J. Lacan na teorização sobre o significante. Além disso, há referências à clínica na explicitação de fragmentos  clínicos de um dos autores. A ilustração das articulações é feita na transcrição de poesias que são, devidamente, trabalhadas no artigo, o que lhe confere um ritmo cativante que apreende o leitor pelas vias sinuosas da escrita, enigmáticas, mas com precisão e esmero. Por isso, recomenda-se adentrar pelas trilhas dessa teorização acerca do significante. 

Chegamos agora a seção dos Ensaios. Resolvemos assim configurá-la para delimitar um espaço em nossa revista no qual os trabalhos gozam de uma maior liberdade de abordagem de temas que representem uma importante contribuição, mas sem a necessidade de uma pesquisa tão extensa quanto a exigida para um artigo científico. Selecionamos três trabalhos. O primeiro deles é da psicanalista Nadiá Paulo Ferreira, magnificamente bem escrito, intitulado “Os desvarios da alma e os contrasensos do corpo”, no qual a autora se vale do interessante romance Coração, cabeça e estômago (1862) de Camilo Castelo Branco, para mostrar através da estória de Silvestre da Silva, o anti-heroi que recua de seu desejo, que “o que não passa pelo dizer ... só pode retornar ao real do corpo como chagas que não param de sangrar.” 

O segundo deles chama-se “Angústia, recalque e foraclusão: algumas notas para a clínica” da psicanalista Sonia Leite. Nele a autora, num trabalho claro e pontual, vale-se do tema da angústia na perspectiva de Freud, e de sua relação ao gozo, na obra de Lacan, para ressaltar a importância entre a distinção da “angústia sinal que produz o recalque” na neurose, e se perguntar sobre a abordagem da angústia real como produtora da foraclusão na psicose.

O terceiro ensaio é um trabalho inédito no Brasil, de Georg Lukács,  “Psicologia das Massas em Freud”,  de 1922 que conforme mencionado anteriormente, vai criticar severamente esse aspecto da teoria freudiana, identificada, segundo ele, a uma teoria aristocrática da política, sem entretanto deixar de reconhecer outros méritos da obra psicanalítica.

Para fecharmos este número lançamos da resenha de uma obra impactante, tanto no campo das Artes quanto para os psicanalistas, seja pela forma irônica no tratamento de questões feito pela autora Orlan, seja pela utilização dos aforismos “o corpo é obsoleto” e “o corpo é um espaço de debate público”, a partir dos quais são justificadas todas as intervenções no corpo no estilo da body art. O livro De l’art charnel au baiser de l’artiste é cunhado num tom provocativo, às vezes, mal interpretado na rubrica de escandaloso. A mensagem que veicula é a de que como cada tempo produz um estilo próprio de arte, no sentido de questionar principalmente a banalização de certas formas artísticas, a arte carnal, como variante da body art seria, por assim, dizer uma crítica dirigida principalmente aos críticos de artes que advogam em favor de cânones definidores da arte. Assim sendo, sem mais delongas, convidamos a leitor a deliciar-se com este número 13 que aqui, é número de sorte.

Por Denise Maurano Mello e Francisco Ramos de Farias





Denise Maurano Mello e Francisco Ramos de Faria

Yvisson Gomes 

Samuel Lincoln Bezerra Lins e Flaviana Estrela Maroja 

Luis Vinicius do Nascimento e Bianca Maria Sanches Faveret 

Claudio Alexandre de Barros Teixeira 

Rita de Cássia de Araújo Almeida 

Bruno Portes de Castro 

Rogério Paes Henriques 

Betty Bernardo Fuks e Ana Augusta Brito Jaques 

Jean-Michel Vives 

Nadiá Paulo Ferreira 

Sonia Leite 

Georg Lukács 

Francisco Ramos de Farias
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